O poeta canta a si mesmo
O poeta canta a si mesmo
porque nele é que os olhos das amadas
têm esse brilho a um tempo inocente e perverso...
O poeta canta a si mesmo
porque num seu único verso
pende - lúcida, amarga -
uma gota fugida a esse mar incessante do tempo...
Porque o seu coração é uma porta batendo
atodos os ventos do universo.
Porque além de si mesmo ele não sabe nada
ou que Deus por nascer está tentando agora ansiosamente
[respirar
neste seu pobre ritmo disperso!
O poeta canta a si mesmo
porque de si mesmo é diverso.
Mario Quintana
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Apenas elogios
Apenas elogios.
Falar algo que não podemos?
Quando é necessário conter-se...
Por mais que nos machuque
Aqui, queria poder escrever
Mais do que rimas
Ah, essas palavras rabiscadas
Expressando sentimentos.
São apenas palavras jogadas
Num papel em branco...
Não mudarão as atitudes dos outros...
Não influenciarão os sentimentos
Das outras pessoas...
O máximo que ouvirei
Serão elogios, apenas elogios
E aquele sentimento inexplicável,
Aquele aperto no peito continuará...
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Portas fechadas
Portas fechadas
E fecham-se as portas
Tudo escurece
Da rua escuto apenas murmúrios
Sem significados, importância!
Isolamento total...
Percebo vultos ao meu redor
Procuram algo...
Não tenho nada a oferecer!
Mando-os embora!
Volto ao momento de reflexão
Em meio à escuridão
Encontro-me de olhos abertos
Encarando-a fatalmente
Dela não tenho medo...
Aos poucos tudo começa a se encaixar
Como fui tolo...
A lógica está do meu lado
Vejo claramente coisas
Jamais compreendidas...
Um sentimento estranho desperta
Raiva? Talvez...
Levando-me, sigo caminhando
Em meio à escuridão
Já sei o que devo fazer...
Tudo escurece
Da rua escuto apenas murmúrios
Sem significados, importância!
Isolamento total...
Percebo vultos ao meu redor
Procuram algo...
Não tenho nada a oferecer!
Mando-os embora!
Volto ao momento de reflexão
Em meio à escuridão
Encontro-me de olhos abertos
Encarando-a fatalmente
Dela não tenho medo...
Aos poucos tudo começa a se encaixar
Como fui tolo...
A lógica está do meu lado
Vejo claramente coisas
Jamais compreendidas...
Um sentimento estranho desperta
Raiva? Talvez...
Levando-me, sigo caminhando
Em meio à escuridão
Já sei o que devo fazer...
O olhar
O olhar
O último olhar do condenado não é nublado
[sentimentalmente por lágrimas
nem iludido por visões quiméricas.
O último olhar do condenado é nítido como uma
[fotografia:
vê o frêmito da última folha no alto daquela árvore,
[além...
Ao olhar do condenado nada escapa, como ao olhar de
[Deus
-um porque é eterno,
o outro porque vai morrer.
O olhar do poeta é como o olhar de um condenado...
como o olhar de Deus...
Mario Quintana
O último olhar do condenado não é nublado
[sentimentalmente por lágrimas
nem iludido por visões quiméricas.
O último olhar do condenado é nítido como uma
[fotografia:
vê o frêmito da última folha no alto daquela árvore,
[além...
Ao olhar do condenado nada escapa, como ao olhar de
[Deus
-um porque é eterno,
o outro porque vai morrer.
O olhar do poeta é como o olhar de um condenado...
como o olhar de Deus...
Mario Quintana
domingo, 2 de outubro de 2011
Flutuar e voar
Outro texto. Nossa esse aqui é muito velho, foi uns dos primeiros, lá de fevereiro de 2010 (para quem não sabe, comecei a escrever lá pelo final de janeiro de 2010, então...). Bom, hoje não escreveria dessa maneira, mudaria várias palavras, frases, colocaria frases novas tiraria algumas ai escritas, seria algo "novo", mas como modificar algo pronto é mais difícl que criar um novo (pelo menos eu acho), deixarei assim.... Sei que ele não é dos melhores (tá na lista dos piores), mas lembro que um amigo, uma vez disse que gostou dele...
Então segue o texto.
Não foi difícil logo estava a pairar
Como uma leve pena a flutuar...
Então pensei em voar...
E percebi como era difícil me controlar
Quando via estava no chão
Todo machucado a sangrar...
Então começava a me lamentar...
Descobri que para voar
Precisamos formar um par...
Para conseguirmos nos controlar
E assim voar e voar...
Quando nós formarmos um par vou lhe levar
Para o lugar que desejar...
Então segue o texto.
Flutuar e voar
Há algum tempo atrás
Pensei em flutuar...Não foi difícil logo estava a pairar
Como uma leve pena a flutuar...
Então pensei em voar...
E percebi como era difícil me controlar
Quando via estava no chão
Todo machucado a sangrar...
Então começava a me lamentar...
Descobri que para voar
Precisamos formar um par...
Para conseguirmos nos controlar
E assim voar e voar...
Quando nós formarmos um par vou lhe levar
Para o lugar que desejar...
Tão perto
Caramba, olhando minha pasta aqui... como tem textos com a data 28 de agosto, credoo! Segue outro dessa data.
Estou atento aos teus desejos
Teus medos eu enfrento...
Aos poucos percebo
Que estamos tão pertos
Você percebe?
Mas como tudo é incerto
Às vezes perco o controle
Me desespero
Mas me recupero...
E quando nada for certo
Deixarei o desespero
Pois sei que estou tão perto...
Tão perto
Escuto teus sussurros
Compreendo teus pensamentosEstou atento aos teus desejos
Teus medos eu enfrento...
Aos poucos percebo
Que estamos tão pertos
Você percebe?
Mas como tudo é incerto
Às vezes perco o controle
Me desespero
Mas me recupero...
E quando nada for certo
Deixarei o desespero
Pois sei que estou tão perto...
Olhando para as estrelas
Ba esse aqui é do dia 28 de agosto.... Bem curtinho, fácil de se decorar... Segue texto.
Recito versos
Que vagam pela minha mente
Eles falam de você...
Enquanto falo com a lua
Vejo o brilho do teu olhar
Nas lindas estrelas...
A lua está a me admirar
Enquanto estou aqui
A lhe desejar...
Olhando para as estrelas
Enquanto olho para as estrelas
Falo com lua,Recito versos
Que vagam pela minha mente
Eles falam de você...
Enquanto falo com a lua
Vejo o brilho do teu olhar
Nas lindas estrelas...
A lua está a me admirar
Enquanto estou aqui
A lhe desejar...
Longo sonho
Mais um post, esse texto ai, pelo que me lembro (nada) foi escrito por meados do meio do ano...
Segue o texto!
Folhas nas árvores nascem
Folhas caem
A barba cresce
Cabelos brancos aparecem,
O sol nasce e se põe
A lua surge
E depois desaparece
A chuva cai,
O sol brilha...
Novos amores descobertos
Os velhos, apenas esquecidos
Em um passado não tão distante...
Dias, semanas, meses
Anos vão passando
Vamos amadurecendo?
Talvez...
Novos pensamentos
Ideais, paradigmas são introduzidos
Os antigos, descartados
Ou talvez modificados
Hoje sou diferente de ontem
Amanhã diferente de hoje...
A cada dia que passa algo irá mudar
Aparência, pensamentos
Novas experiências serão vivenciadas
Amores descobertos
Outros abandonados
E ao final de tudo
Em outro ser irei me transformar...
Melhor? Talvez...
Pior? Não sei, espero que não...
E quando tudo acabar
Irei despertar desse belo e longo sonho
Que estou a sonhar...
Segue o texto!
Longo sonho
As flores desabrocham
Murcham e morremFolhas nas árvores nascem
Folhas caem
A barba cresce
Cabelos brancos aparecem,
O sol nasce e se põe
A lua surge
E depois desaparece
A chuva cai,
O sol brilha...
Novos amores descobertos
Os velhos, apenas esquecidos
Em um passado não tão distante...
Dias, semanas, meses
Anos vão passando
Vamos amadurecendo?
Talvez...
Novos pensamentos
Ideais, paradigmas são introduzidos
Os antigos, descartados
Ou talvez modificados
Hoje sou diferente de ontem
Amanhã diferente de hoje...
A cada dia que passa algo irá mudar
Aparência, pensamentos
Novas experiências serão vivenciadas
Amores descobertos
Outros abandonados
E ao final de tudo
Em outro ser irei me transformar...
Melhor? Talvez...
Pior? Não sei, espero que não...
E quando tudo acabar
Irei despertar desse belo e longo sonho
Que estou a sonhar...
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